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10-09-19 12:52

Movimentos sociais defendem mais recursos para a defesa da população negra

Movimentos sociais defendem mais direitos aos negros


Dando continuidade as falas, durante a sessão solene em alusão ao Dia da Consciência Negra, no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Piauí, Audaci Regina parabenizou a coordenadora do Fórum de Mulheres Negras do Piauí, Audaci Regina, falou sobre a importância de chamar à atenção para o fato de que racismo não é brincadeira e que as pessoas, de modo geral, encaram a demanda de racismo como se fosse algo cultural.
“A gente quer nesse dia dizer em nome de Esperança Garcia, que precisamos estar atentos ao tema do racismo. A esse racismo cruel que mata as mulheres e crianças negras. Porque se a gente não tiver na pauta do dia a dia, pessoas, eleitas pelo povo, para que tenham na sua demanda pautas que possam corresponder a nossa luta, nada disso vai adiantar”, disse Audaci Regina.
Ela disse ainda que enquanto mulheres negras, na pauta, elas serão as protagonistas e que o racismo tem que ser pautado também por pessoas de pele branca. “A nossa carta, em nome de Esperança Garcia é coletiva, com mulheres brancas, lésbicas,periféricas, quilombolas. A gente quer chamar atenção dessa Assembleia, porque as políticas públicas não estão chegando para nós que somos mulheres negras”, lembrou.
Audaci Regina finalizou sua fala, parabenizando as mulheres negras, que hoje fazem a luta em nome de todas as mulheres e de toda a sociedade.
Sônia Terra - A militante do Instituto de Mulheres Negras do Piauí, Sônia Terra, também responsável pela realização da sessão solene, segundo palavras da deputada Flora Izabel (PT), iniciou sua fala com um canto enaltecendo a mulher negra, e logo em seguida saudou a todos presentes e ausentes
“Para nós é muito significativo está aqui, nesse espaço que é nosso e que precisa de fato, fazer valer”, disse Sônia Terra, acrescentando que a luta de Esperança Garcia, Francisca Trindade e Lélia Gonzales e de tantas outras mulheres negras, não foi e não é em vão.
“Esse dia é importante, mas não basta uma lei. Eu queria uma atenção especial dos deputados e deputadas desta Casa, para fazer valer aquilo que a lei nos coloca, que é de criar as condições, para que no calendário cultural das escolas possa ser trabalhado o Dia Estadual da Consciência Negra no Piauí”, enfatizou.
A representante do Movimento de Mulheres disse ainda que os recursos financeiros são necessários para o engrandecimento da luta e que os recursos são um direito de todos e eles sejam incluídos no orçamento, para com isso criar condições de atuação dos movimentos sociais.
Ela lembrou que o Instituto da Mulher Negra no Piauí, nasceu há dez anos. “Nós trazemos toda a história do protagonismo das mulheres negras e queremos continuar esse protagonismo da nossa história, resistindo a violência, a intolerância religiosa, e a todos os tipos de violência em relação às mulheres negras”, observou Sônia Terra, acrescentando sobre a importância de os parlamentares da Alepi, se engajarem no sentido de implementar ainda mais políticas públicas, voltadas também para as pessoas negras e ressaltou que o racismo mata fisicamente e também mata o direito dos negros de ir e vir. Lindalva Miranda

Dando continuidade as falas durante a sessão solene em alusão ao Dia Estadual da Consciência Negra, no Plenário da Assembleia Legislativa do Piauí, a coordenadora do Fórum de Mulheres Negras do Piauí, Haldaci Regina, falou sobre a importância de chamar a atenção para o fato de que racismo não é brincadeira e que muitas pessoas ainda encarem o racismo como algo cultural.

“A gente quer nesse dia dizer em nome de Esperança Garcia, que precisamos estar atentos ao tema do racismo. A esse racismo cruel que mata as mulheres e crianças negras. Porque se a gente não tiver na pauta do dia a dia, pessoas eleitas pelo povo, para que tenham na sua demanda pautas que possam corresponder à nossa luta, nada disso vai adiantar”, advertiu Haldaci Regina.

A oradora afirmou que o racismco precisa ser combatido também por pessoas de pele branca. “A nossa carta, em nome de Esperança Garcia, é coletiva, com mulheres brancas, lésbicas, periféricas, quilombolas. A gente quer chamar atenção dessa Assembleia, porque as políticas públicas não estão chegando para nós que somos mulheres negras”, reclamou.

Haldaci Regina finalizou  fala parabenizando as mulheres negras que hoje fazem a luta em nome de todas as mulheres e de toda a sociedade.

Mais recursos
- A militante do Instituto de Mulheres Negras do Piauí, Sônia Terra, também responsável pela realização da sessão solene, segundo palavras da deputada Flora Izabel (PT), iniciou a fala com um canto enaltecendo a mulher negra. Logo em seguida saudou a todos os presentes.

“Para nós é muito significativo estar aqui neste espaço que é nosso e que precisa de fato, fazer valer”, defendeu Sônia Terra, acrescentando que a luta de Esperança Garcia, Francisca Trindade e Lélia Gonzales e de tantas outras mulheres negras, não foi e não é em vão.

“Esse dia é importante, mas não basta uma lei. Eu queria uma atenção especial dos deputados e deputadas desta Casa, para fazer valer aquilo que a lei nos coloca, que é de criar as condições para que no calendário cultural das escolas possa ser trabalhado o Dia Estadual da Consciência Negra no Piauí”, acrescentou.

A representante do Movimento de Mulheres disse ainda que os recursos financeiros são necessários para o engrandecimento da luta e que esses recursos são um direito de todos. Que eles sejam incluídos no orçamento para, com isso, criar condições de atuação dos movimentos sociais.

Sonia Terra lembrou que o Instituto da Mulher Negra no Piauí, nasceu há dez anos. “Nós trazemos toda a história do protagonismo das mulheres negras e queremos continuar esse protagonismo da nossa história, resistindo à violência, à intolerância religiosa, e a todos o tipo de violência em relação às mulheres negras”, observou Sônia Terra, acrescentando sobre a importância de os parlamentares da Alepi se engajarem no sentido de implementar ainda mais políticas públicas voltadas também para as pessoas negras. A militante ressaltou que o racismo mata fisicamente e também mata o direito dos negros, como o de ir e vir.


Esperança Garcia - Iraneide Soares, diretora de Assuntos Estudantis da UESPI, lembrou o 7 de Setembro de 2009 como ano de criação do grupo Esperança Garcia, que continua pautando os assuntos mais importantes, como aqueles que tratam da defesa de mulheres negras. A oradora recitou um texto da poetisa Cristiane Sobral e concluiu dizendo: “não viemos aqui para dizer apenas que existimos, mas para exigir tratamento igualitário”.

Representando o governador Wellington Dias, Janaína Mapurunga parabenizou o Grupo Ayabás pelos seus dez anos de existência, dizendo-se orgulhosa por ter várias amigas dentro desse movimento. Mapurunga fez referência ao Memorial Esperança Garcia, onde estudantes debatem a violência contra negros. E concluiu o discurso enaltecendo a importância da sessão solene pelo Dia da Estadual da Consciência Negra e parabenizando a deputada Flora Izabel pela iniciativa.

 

Lindalva Miranda/ Raimundo Cazé - Edição - Katya D'Angelles 



 



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