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11-09-19 12:48

Banco não tem um terço dos R$ 2,7 bilhões do empréstimo ao governo do Piauí

 

Gustavo Neiva afirma que Banco Brasil Plural não tem um terço do valor de R$ 2,7 bilhões que o Piauí quer emprestado
O deputado Gustavo Neiva (PSB) afirmou hoje (11) que o Banco Brasil Plural não sequer um terço dos R$ 2,7 bilhões que o governo estadual está tentando pedir emprestado àquela instituição, tendo em seus ativos, ou seja, todo o seu patrimônio, apenas R$ 767,1 milhões. Segundo ele, no ano de 2017 – segundo dados do balanço apresentado ao Banco Central, o Brasil Plural teve um prejuízo de R$ 20 milhões, em 2018 aumentou para R$ 20,1 milhões e já este ano, em apenas seis meses já teve um prejuízo de R$ 7,8 milhões. “Como pode um banco que tem prejuízo ano após ano querer emprestar dinheiro para o Piauí?”, indagou. E completou: “o capital social do banco é de 143,7 milhões. Como vai conseguir emprestar R$ 2,7 bilhões, me respondam?” disse.
Gustavo Neiva disse que vai apresentar um requerimento na sessão de amanhã pedindo a realização de uma audiência pública com a equipe econômica do Estado para explicar como o governo chegou a esse banco, que considera de segunda linha porque não tem agências de atendimento, apenas três escritórios. Ele disse que o atual presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, era sócio do Brasil Plural até recentemente, mas teve como se afastar para assumir o cargo público.
“Além do mais, o doleiro e delator da Lava Jato, Lúcio Funaro, citou em seu depoimento já aceito pela Justiça que o Banco Brasil Plural está envolvido na investigação através de parentes e da J&F, do empresário Wesley Batista. Precisamos saber onde estamos nos metendo. Se o Piauí tem conceito B no Tesouro Nacional, se tem condições de pedir empréstimos porque não foram buscados bancos sérios e conhecidos como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Bradesco, o Santander, o Itaú ou mesmo bancos internacionais? Teve que ir atrás de um banquinho que ninguém conhece, que trabalha no vermelho em um país onde todo banco dá lucro de bilhões”, ponderou.
Para o parlamentar, existe ainda uma denúncia do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo dando conta que as operações do Banco Plural causaram prejuízos à Fundo de Previdência da Caixa Econômica Federal (Funcep), ao qual o governador Wellington Dias está vinculado como economiário aposentado. O prejuízo foi através de uma transação com Wesley Batista. “Essa Casa e a sociedade tem o direito de saber como o governo achou esse Brasil Plural, que tem envolvimento na Lava Jato,” completou.
Durvalino Leal


O deputado Gustavo Neiva (PSB) afirmou hoje (11) que o Banco Brasil Plural não dispõe sequer de um terço dos R$ 2,7 bilhões que o Governo do Estado pretende contratar de empréstimo junto àquela instituição. O banco tem em seus ativos, ou seja, todo o seu patrimônio, apenas R$ 767,1 milhões.

Segundo Neiva, no ano de 2017, de acordo com os dados do balanço apresentado ao Banco Central, o Banco Brasil Plural teve um prejuízo de R$ 20 milhões em 2018, que aumentou para R$ 20,1 milhões e já este ano, em apenas seis meses já teve um prejuízo de R$ 7,8 milhões. “Como pode um banco que tem prejuízo, ano após ano, querer emprestar dinheiro ao Piauí?”, indagou. O orador completou: “o capital social do banco é de 143,7 milhões. Como vai conseguir emprestar R$ 2,7 bilhões, me respondam?”, cobrou.

Gustavo Neiva vai apresentar requerimento na sessão desta quinta-feira (12) pedindo a realização de uma audiência pública com a equipe econômica do governo para explicar como o Piauí chegou ao Banco Plural, que considera de segunda linha, "um banquinho",  porque não tem agências de atendimento, apenas três escritórios. Ele disse que o atual presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, era sócio do Brasil Plural até recentemente, mas teve como se afastar para assumir o cargo público.

“Além do mais, o doleiro e delator da Lava Jato, Lúcio Funaro, citou em seu depoimento, já aceito pela Justiça, que o Banco Brasil Plural está envolvido na investigação através de parentes e da J&F, do empresário Wesley Batista. Precisamos saber onde estamos nos metendo. Se o Piauí tem conceito B no Tesouro Nacional, se tem condições de pedir empréstimos, porque não foram buscados bancos sérios e conhecidos, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Bradesco, o Santander, o Itaú ou mesmo bancos internacionais? Teve que ir atrás de um banquinho que ninguém conhece, que trabalha no vermelho em um país onde todo banco dá lucro de bilhões”, ponderou.

Para o parlamentar, existe ainda uma denúncia do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo dando conta que as operações do Banco Plural causaram prejuízos à Fundo de Previdência da Caixa Econômica Federal (Funcep), ao qual o governador Wellington Dias está vinculado como economiário aposentado. O prejuízo, segundo Neiva, decorreu de uma transação com Wesley Batista. “Essa Casa e a sociedade tem o direito de saber como o governo achou esse Brasil Plural, que tem envolvimento com a Lava Jato,” completou.

Durvalino Leal - Edição: Katya D'Angelles



 



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